terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ressaca é

ouvir ópera em um aniversário

sábado, 18 de dezembro de 2010

Catfish - Official Trailer [HD]


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Laura Marling - New Romantic

gente, essa fofura tem apenas 20 anos e canta melhor que muito marmanjo por aí! a bela descoberta do dia.

Rob Ryan - xmas card

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


wikileaks samba


Acabou de sair do forno o site novo do Fiat Bravo, todinho feito por minha querida irmã.


Parabén Ju, está lindo!!

Ran Ortner

Dias atrás encontrei trabalhos deste artista na internet e me apavorei com o ultra realismo de suas pinturas, ainda mais se tratando de água!


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ame ni mo Makezu - Kenji Miyazawa



not losing to the rain
not losing to the wind
not losing to the snow nor to summer's heat
with a strong body
unfettered by desire
never losing temper
cultivating a quiet joy
every day four bowls of brown rice
miso and some vegetables to eat
in everything
count yourself last and put others before you
watching and listening, and understanding
and never forgetting
in the shade of the woods of the pines of the fields
being in a little thatched hut
if there is a sick child to the east
going and nursing over them
if there is a tired mother to the west
going and shouldering her sheaf of rice
if there is someone near death to the south
going and saying there's no need to be afraid
if there is a quarrel or a suit to the north
telling them to leave off with such waste
when there's drought, shedding tears of sympathy
when the summer's cold, wandering upset
called a blockhead by everyone
without being praised
without being blamed
such a person
I want to become

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010


Tem gente que acredita em inferno astral, eu não. Prefiro acreditar em astral do inferno mesmo. Mau humor, azedume, falta de educação, essas coisas todas. Mas às vezes não é nada disso, às vezes é uma questão de vazio, de não querer fazer nada, dizer nada, quase não se mover - respirar lentamente.

É como observar a agitação silenciosa dos flocos de neve caindo do céu, voando em todas as direções, assentando na calçada - é uma dança bonita de se ver.


Aos queridos amigos que leêm o blog: vou passar o natal aqui na Inglaterra e depois vou pra casa - tá difícil de deixar Steve aqui sozinho. Mas depois, Sampa!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Move Within

Keep walking, though there's no place to get to.
Don't try to see through the distances.
That's not for human beings. Move within,
but don't move the way fear makes you move.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Cutting down
Scythe through what is at an end - things cannot continue for ever, and there comes a time to let go; after all, the end of a stagnant situation - where things cannot develop - is also a 'death'; where the ending is painful, accept that there can be a time for grieving over loss - but this, too, will end

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

who's poppy?

Há mais ou menos duas semanas atrás reparei que as pessoas começaram a usar uma florzinha vermelha simpática na lapela de seus casacos, em vestidos, blusas, carros, na TV, nas ruas, até os jornais são impressos com a pequenina na capa.

Ao que parece, um senhor chamado John McCrae escreveu o poema In Flanders' Fields, quando em 1915 foi para as regiões da Bélgica e norte da França para servir como médico das forças armadas canadenses. A única coisa que crescia na terra devastada era então, a própria.

Desde então, em vários países do mundo, a florzinha é usada como lembrança das pessoas que morreram na guerra. É também o símbolo da instituição que apóia os soldados em guerra ainda hoje.



Poppies have long been used as a symbol of both sleep and death: sleep because of the opium extracted from them, and death because of their (commonly) blood-red color. In Greco-Roman myths, poppies were used as offerings to the dead.[1] Poppies are used as emblems on tombstones to symbolize eternal sleep. This aspect was used, fictionally, in The Wonderful Wizard of Oz to create magical poppy fields, dangerous because they caused those who passed through them to sleep forever.[1]

A second meaning for the depiction and use of poppies in Greco-Roman myths is the symbolism of the bright scarlet colour as signifying the promise of resurrection after death.[2] The poppy of wartime remembrance is Papaver rhoeas, the red flowered Corn poppy. This poppy is a common weed in Europe and is found in many locations, including Flanders Fields, the setting for the famous poem by Canadian surgeon and soldier, John McCrae, "In Flanders Fields". In the United States,[3][4] Canada, the United Kingdom, Australia and New Zealand artificial poppies (plastic in Canada, paper in the US[citation needed], UK, Australia and New Zealand) are worn to commemorate those who died in war. In the United States this is in conjunction with Veterans' Day, in Canada this is part of the Remembrance Day ceremonies, both falling on November 11, though generally poppies are worn from the beginning of November until that day. In New Zealand and Australia commemoration of the brave soldiers is celebrated on ANZAC day, April 25.[5]



bolsas da Unesco

Para os amigos artistas interessados em residências no exterior, ainda dá pra tentar duas!


Músicos, escritores e artistas plásticos brasileiros,

Quer passar uma temporada desenvolvendo o seu trabalho numa residência artística no exterior? A UNESCO-Aschberg (www.unesco.org/culture/aschberg/) é um programa de bolsa completa ---- transporte, estadia, estúdio --- que oferece a jovens artistas (25-35 anos) a chance de desenvolver trabalho em diversos países do mundo. Os programas em baixo procuram a participação de artistas brasileiros. As residências duram geralmente de dois a três meses. As bolsas serão concedidas durante 2011. Não percam estas oportunidades:

Sanskriti, Índia – data de inscrição até 30 de Novembro de 2010
Para escritores e artistas plásticos

Bundanon, Austrália – data de inscrição até 10 de Novembro de 2010
Para artistas plásticos

Musique Multi-Montréal, Canadá - data de inscrição até 1 de Novembro de 2010
Para músicos étnicos

CAMAC, França - data de inscrição até 10 de Novembro de 2010
Para escritores e artistas plásticos

Civitella Ranieri, Itália – data de inscrição até 15 de Novembro de 2010
Para escritores e artistas plásticos

UNIDEE, Itália – data de inscrição até 4 de Novembro de 2010
Para artistas plásticos

18th Street, USA - data de inscrição até 1 de Novembro (data de entrega)
Para artistas plásticos da América Latina unicamente

Djerassi, USA – data de inscrição até 31 de Outubro (data de postagem)
Para artistas plásticos

Virgínia Center, USA – data de entrega até 29 de Outubro
Para músicos

Os links para fazer a inscrição estão no site www.unesco.org/culture/aschberg/.

O Instituto Sacatar não tem nenhum vínculo com estas instituições. Somente queremos chamar a sua atenção para estas oportunidades fabulosas. Mãos às obras! Não há nenhuma taxa de inscrição. Só precisa mesmo ter pique para preencher um formulário. (A UNESCO pede que faça apenas uma inscrição por ano.) Escolha com cuidado então!

O Sacatar também trabalha com o programa UNESCO/Aschberg, mas para nacionalidades restritas. Temos outros programas para acolher brasileiros na nossa sede à beira-mar.

Boa sorte,

Taylor Van Horne
Instituto Sacatar
Itaparica, Bahia

domingo, 31 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

macacos me mordam (ou arranhem)

Fui mordida ou arranhada por um macaco de cara vermelha quando estava mais ou menos no oitavo dia de tratamento de panchakarma. Estava me sentindo tão plena, cheia de energia, que naquele dia resolvi voltar pro ashram caminhando, não de rickshaw como costumava fazer depois de uma sessão de massagem. Digo mordida ou arranhada porque não me lembro exatamente do momento.

Fiquei tão apavorada e em pânico, que só conseguia gritar e chacoalhar minha perna esquerda, tentando me desvencilhar do primata. Acontece que tinha um bebê macaco atropelado no meio da pista, e uma poça de sangue em volta. Parei, olhei a cena e senti pena, comoção sei la, senti algo mas não medo. Costumava dar frutas para os macacos no ashram, em nenhum momento senti medo deles e segui andando. Mas o macaco chefe que liderava o bando no lado esquerdo da estrada veio pra cima de mim e me atacou, provavelmente porque achou que eu estivesse indo pra cima do bebê atropelado.

Foi horrível. Olhei dentro da minha calça e vi sangue escorrendo, comecei a chorar e um motoqueiro me deu carona até o posto médico mais próximo, o hospital de caridade do Swami Sivananda. Pensei: nada mais apropriado, como não confiar. Chegando la, com pulso a mais de 110, o médico fez pouco caso e ainda tentou me beijar. John, ou Paul não me lembro o nome do salafrário, atendeu mais ou menos umas dez pessoas antes de olhar o ferimento, e dizia para eu me acalmar porque nervosa daquele jeito ele não poderia me ajudar. Respirei fundo, e lentamente fui diminuindo minha pulsação.

Om Namah Sivaya.

Ele me examinou, me deu uma vacina antitetânica e depois me convidou para almoçar. Tudo bem, fui. Ele nasceu na India e foi adotado quando criança por um casal francês, morou em Paris e estava de volta a India para "encontrar suas raízes e ajudar as pessoas". Naquele estado de vulnerabilidade e histeria interna, a história não podia ser mais bonita e sensível. Ainda mais porque estávamos no hospital do Swami Sivananda. Foi daí que ele começou com a senvergonhice e veio pra cima de mim.

Fui embora, por alguma razão desconhecida não briguei com ele, fui gentil e apenas voltei pro ashram. Tomei banho, e depois do jantar tomei o remédio que ele me deu. Horas depois estava com os lábios inchados e ainda mais apavorada. Na manhã seguinte, voltei para a clínica ayurvédica e a médica me deu o endereço de um ótimo hospital, e me cedeu Anita, a massagista querida que estava me dando o tratamento, as massagens, os óleos para tomar, as interferências, aguentando grito, choro e tudo o mais que acontece quando você faz panchakarma.

Não sei se porque estava em estado de choque ainda, mas não tinha pensado em vacina anti-rábica. E pior, o tratamento para ser efetivo deve começar dentro de 24 horas, ufa! Recebi a primeira de uma série de cinco, administradas la na India e aqui na Inglaterra. No caminho de volta, paramos no templo de Kali para receber a bênção. De todos os templos que já visitei, os de Kali mais me chamam atenção. Porque geralmente tem uma atmosfera mais densa que os outros e o sacerdote se veste de preto. Tomamos a bênção e fomos embora, eu mancando e segurando no braço da doce Anita.

foto1: doce Anita
foto2: macaco de cara preta, mais amigo que o de cara vermelha

terça-feira, 19 de outubro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010